Meu dia foi bom, eu acordei com dores abdominais gostosas (6). Tá!
Caminhei trocentos Km, joguei bola, tomei baldes d'água e quase nao comi. Estive animada, disposta o dia todo, até...
Eu já comentei como minha turma na faculdade é um cú? Pois é, ela é um cú. Tirando 2 ou 3 colegas de comin e os outros de turismo, que nao teem sempre aula com nós, os outros nao fazem a menor diferença na minha vida.
Então. Cheguei na sala e o prof. entregava um questionário que haviamos feito algumas aulas atrás. Eu, escritora que vos fala(escreve), tirei nota máxima (H) Há! A única da sala inteira.
E foi um milagre divino, o santo da teorias e praticas cambiais que baixou em mim no momento que fazia-o, só pode.
Peguei o trabalho das mãos do prof. e me encaminhava orgulhosa pro meu cantinho quando ouço aquela voz irritante falando:
- Como a Mariá tirou nota máxima e eu não?
Ai gente invejosa ¬¬ Sentei e fiquei quieta.
- Isso não é justo prof, eu tambem fiz tudo certo e ainda escrevi muito mais do que ela. - Ele continuou poluindo o ar com sua voz.
- Ela foi melhor, simplesmente. - O prof. me defendeu.
- Eu duvido muito. - Ele retrucou mais baixo.
Agora minha maldita boca grande e a mania de não levar desaforo pra casa me fizeram falar:
- Para de ser invejo velho.
O chão da sala tremeu quando nos encaramos.
- Era o que faltava eu ter inveja de uma filhinha de mamãe! - Ele aumentou o tom da voz. Tensão no ar.
- Pelo menos eu admito. E tu que é um fracassado e se acha o cara! - Eu debochei.
Meu prof segurou o riso, meus colegas não. Ele me olhou, e eu sabia o que ele queria dizer e eu de certa forma torci para que ele falasse, tinha a resposta na ponta da lingua, mas ele nao falou. Bundão.
- Chega vocês dois. - O prof interviu. Eu sorri de canto, o bundão se virou pra frente.

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