Vasculhar textos antigos tem sido uma diversão sem tamanho nesses dias, e olha só a preciosidade que eu achei. :)

Eu já tinha vivido muitas madrugadas, madrugadas de mais, acompanhada ou não. Mas, nenhuma madrugada podia ser comparada a aqueles minutos que eu havia vivido até ali, até aquele momento derradeiro em que eu abri os olhos e vi quase dentro dos meus, os teus olhos. Eu me ceguei por um momento com a luz que saia deles, tão escuros, mas ao mesmo tempo irradiando um tipo de luz não-humana, que eu nunca seria capaz de descrever. Levantei a cabeça lentamente e fiz nossos lábios se roçarem, virando o meu inferior do avesso. Você entrelaçou seus dedos nos meus e se apoiou sobre minhas mãos.
- Agora tu não foge mais. - Me disse com um meio sorriso me prendendo em baixo de ti. Eu apenas sorri, completamente boba com aquilo tudo.
Nos encaramos por alguns segundos, segundos eternos. Um arrepio percorreu toda a extensão da minha espinha, me fazendo tremer, me dizendo que era agora ou nunca. Forcei seus braços que cederam de imediato e girei meu corpo por cima do seu, no segundo seguinte minha boca se encaminhava nervosa para a sua, minhas trêmulas e imprecisas mãos percorreram seu corpo tentando cobrir a maior extensão possível. Agitação, pressa, impaciência de tirar tudo e qualquer coisa que estivesse entre o seu corpo e o meu, que me impedisse de sentir o efeito da tua pele em mim.
- Calma...- Eu ouvi você sussurrar e tentei fazer o que me pedia.
- Vem cá... - Foi a última coisa que lembro de ter ouvido, no segundo seguinte eu fui puxada por uma mão e milhões de outros fatores para a tua boca e lá, lá eu não sei, eu me perdi por tempo indeterminado.
Como se eu estivesse provado do paraíso e ele fosse aqui na terra, ali naquela cama, ali naqueles braços de força sobrenatural e carinho infinito. O mundo a partir dali foi cheiro, gosto, sons, sentidos, toque. Teu cheiro, teu gosto, teus sons, teus sentidos, teu toque. A partir dali foi só NÓS e isso já diz tudo.


Comentários

Anônimo disse…
hmmmm, envolvente e relativamente ingênuo, incitando a pessoa a deduzir a situação, com possibilidades de desfechos mil, até poéticos, pelas palavras bem manipuladas por ti, mas claro que todos deduzem o óbvio..tua escrita é mto boa, apaixonante, parabéns, nunca deixe de escrever, sou leitor assíduo!
padariadodiabo disse…
eu fico pensando, mari, de onde tu tira essas histórias! hehe mas enfim, sempre curiosa sobre quem elas tratam. SEMPRE
Anônimo disse…
(foda)
Unknown disse…
BARBULETINHA DA DINDAAA \o/

fala serio hein!! mto me enobrece a alma ler o que tu escreve, dinda coruja que sou, sempre acho o máximo [que piegas!] mas cara, de tirar o chapeu esse texto!!

Só p constar, to copiando para usar em momento procipio (com direitos autorais ;) fica tranquilo hehe)

(conforme a do 'paraiso' aqui: - LITERALMENTE ORGASTICO!)

TE AMOOOO!!
Parabens!

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