Devaneios meu amor, devaneios.
Passos longos e apressados o levaram até mim. Chegou.
- Então você ficou aqui sentada me esperando todo esse tempo?
Eu assenti com um movimento de cabeça.
- Você passou por todos esses meses de sol, chuva, calor e frio só pra me ver chegar do meu mundo egoísta, mentiroso e auto destrutivo?
- Eu não estou aqui? - Questionei calmamente com um sorriso leve.
- Eu não entendo... -Você balançou a cabeça repetidas vezes mostrando insegurança e imprecisão.
- Senta aqui. Eu vou tentar te explicar. - Apontei o lugar vazio ao meu lado.
Você sentou, e tremia e se agitava sem controle e movia as mãos sem parar. Eu peguei a sua mão.
- Olha pra mim..? - Pedi baixinho. Você olhou, apertou minha mão firme.
Olhos enxarcados, a ponto de derramar todas as lágrimas do mundo.
- Eu...eu queria ter... - Você parou, suspirou, agitou a cabeça sem controle.
Como num filme em camera lenta, a imagem foi focada em meus olhos. E deles cairam uma única, grande e pesada lágrima, que foi seguida até seu destino; nossas mão unidas. Eu não consegui falar, suspirei alto e senti a garganta embargando, cheia.
Esse foi o ultimato, você começou a chorar alto, quase em desespero, incapaz de segurar o que sentia.
- Eu queria... - Choro. - Eu queria ter feito diferente. - Mais choro.
Engoli, balancei a cabeça de leve em negativa e falei com a voz fraca e suave:
- Mas não fez.
Mais choro, mais desespero.
Eu apertei suas mãos como se quisesse dizer, mostar, explicar tudo que você havia perdido aquele tempo todo.
- Agora. - Pausa. - Eu é quem não vai mais te esperar.
- Não... - Um resmungo fraco foi a tentativa de me fazer ficar quando levantei soltando suas mãos. Nos encaramos, você sentado, eu em pé na sua frente. Sequei um lágrima que corria teimosa pelo seu rosto, virei as costas e sai dali.
Eu sai dali.
Passos longos e apressados o levaram até mim. Chegou.
- Então você ficou aqui sentada me esperando todo esse tempo?
Eu assenti com um movimento de cabeça.
- Você passou por todos esses meses de sol, chuva, calor e frio só pra me ver chegar do meu mundo egoísta, mentiroso e auto destrutivo?
- Eu não estou aqui? - Questionei calmamente com um sorriso leve.
- Eu não entendo... -Você balançou a cabeça repetidas vezes mostrando insegurança e imprecisão.
- Senta aqui. Eu vou tentar te explicar. - Apontei o lugar vazio ao meu lado.
Você sentou, e tremia e se agitava sem controle e movia as mãos sem parar. Eu peguei a sua mão.
- Olha pra mim..? - Pedi baixinho. Você olhou, apertou minha mão firme.
Olhos enxarcados, a ponto de derramar todas as lágrimas do mundo.
- Eu...eu queria ter... - Você parou, suspirou, agitou a cabeça sem controle.
Como num filme em camera lenta, a imagem foi focada em meus olhos. E deles cairam uma única, grande e pesada lágrima, que foi seguida até seu destino; nossas mão unidas. Eu não consegui falar, suspirei alto e senti a garganta embargando, cheia.
Esse foi o ultimato, você começou a chorar alto, quase em desespero, incapaz de segurar o que sentia.
- Eu queria... - Choro. - Eu queria ter feito diferente. - Mais choro.
Engoli, balancei a cabeça de leve em negativa e falei com a voz fraca e suave:
- Mas não fez.
Mais choro, mais desespero.
Eu apertei suas mãos como se quisesse dizer, mostar, explicar tudo que você havia perdido aquele tempo todo.
- Agora. - Pausa. - Eu é quem não vai mais te esperar.
- Não... - Um resmungo fraco foi a tentativa de me fazer ficar quando levantei soltando suas mãos. Nos encaramos, você sentado, eu em pé na sua frente. Sequei um lágrima que corria teimosa pelo seu rosto, virei as costas e sai dali.
Eu sai dali.
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