Da série " Olha o que eu achei nos meus cadernos/blogs velhos"
Eu sei lá, a musica tava muito alta, muitas luzes, mas mesmo assim o semi breu predominava. Pessoas, muitas pessoas, muitos toques despretensiosos, muitos cheiros, muita bebida. Eu conversava e ria animadamente com várias pessoas ao mesmo tempo, muita coisa sendo dita, muita coisa nem entendida, mas parecia engraçada vai, vamos rir! Uma amiga me chama a atenção estalando os dedos na frente dos meus olhos, eu a olho e sua expressão é de surpresa com preocupação, tem o cenho franzido e o olhar fixo em alguma coisa atrás de mim. Fiquei séria por um momento, sem conseguir entender. Percebi seu olhar distante e tentei olhar na mesma direção, nesse momento o sentimento exposto nos olhos dela era de pavor. Tentei virar o pescoço pra trás. Algo, alguma coisa me impediu, gelei. Senti unhas na minha bochecha e um toque mais do que conhecido. Meu coração pareceu parar de bater, minha respiração foi nula. Tentei virar a cabeça de novo dessa vez com menos esforço, com o objetivo de ver quem eu já sabia ser. Novamente fui impedida. Senti alguma coisa se aproximando de meu ouvido e um arrepio que veio do calcanhar e foi até o fim da nuca me estremeceu. - “ O tempo não calou a voz...”
Sem conseguir pensar conscientemente, sem conseguir reagir, sem conseguir fazer nada! Me virar ou responder ou ir a atrás ou fazer qualquer coisa, meu pensamento continuou a frase recém ouvida;
- “ ...do amor que era maior que nós. Ainda te quero aqui.”
Sei lá, quanto tempo foi, pareceu muito.
- Meudeus o que foi isso!? – Gritos!!!
- Eu sei lá. – Respondi tentando voltar a realidade finalmente me virando. Nada. Como um fantasma que sempre foi, sumiu dali, pra longe de mim.
Tá, isso nem foi a tanto tempo assim.
Eu sei lá, a musica tava muito alta, muitas luzes, mas mesmo assim o semi breu predominava. Pessoas, muitas pessoas, muitos toques despretensiosos, muitos cheiros, muita bebida. Eu conversava e ria animadamente com várias pessoas ao mesmo tempo, muita coisa sendo dita, muita coisa nem entendida, mas parecia engraçada vai, vamos rir! Uma amiga me chama a atenção estalando os dedos na frente dos meus olhos, eu a olho e sua expressão é de surpresa com preocupação, tem o cenho franzido e o olhar fixo em alguma coisa atrás de mim. Fiquei séria por um momento, sem conseguir entender. Percebi seu olhar distante e tentei olhar na mesma direção, nesse momento o sentimento exposto nos olhos dela era de pavor. Tentei virar o pescoço pra trás. Algo, alguma coisa me impediu, gelei. Senti unhas na minha bochecha e um toque mais do que conhecido. Meu coração pareceu parar de bater, minha respiração foi nula. Tentei virar a cabeça de novo dessa vez com menos esforço, com o objetivo de ver quem eu já sabia ser. Novamente fui impedida. Senti alguma coisa se aproximando de meu ouvido e um arrepio que veio do calcanhar e foi até o fim da nuca me estremeceu. - “ O tempo não calou a voz...”
Sem conseguir pensar conscientemente, sem conseguir reagir, sem conseguir fazer nada! Me virar ou responder ou ir a atrás ou fazer qualquer coisa, meu pensamento continuou a frase recém ouvida;
- “ ...do amor que era maior que nós. Ainda te quero aqui.”
Sei lá, quanto tempo foi, pareceu muito.
- Meudeus o que foi isso!? – Gritos!!!
- Eu sei lá. – Respondi tentando voltar a realidade finalmente me virando. Nada. Como um fantasma que sempre foi, sumiu dali, pra longe de mim.
Tá, isso nem foi a tanto tempo assim.
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