Eu mal consigo te olhar nos olhos, eles me trazem uma espécie de culpa antecipada, sabe? Como se fosse certo que eu vá te decepcionar, machucar.
Eu não consigo encarar a inocência que transborda de teus olhos, eu não consigo!
Eu sinto como se fosse capaz de te roubar um pouco dela cada vez que te tenho ao meu lado. Uma intensa briga interna então se inicia; "Eu quero ir, eu quero ficar, eu quero ir, eu quero ficar."
E agora?
Eu fico. Eu fico e a cada segundo em que estou sorrindo com tua presença, eu ao mesmo tempo peço que nem por um momento você veja tudo que eu já vi, que você jamais faça tudo que já fiz, que você nunca passe por tudo que já passei, que você de forma alguma precise ouvir e falar tudo que já ouvi e me obriguei a dizer.
Tudo me parece tão frágil em você, por que terminar com isso? Tudo respeitando um equilibrio sobre-humano, um equilibrio que acaba com a menor das intervenções. Eu não quero ser uma intervenção, ao mesmo tempo em que quero.
Meus anos a mais agora pesam de alguma forma, quer dizer, hoje eu não sorrio apenas por sorrir, eu sorrio por que cheguei até aqui viva, sóbria, sã, por que depois de tudo ainda tenho a oportunidade de encontrar pessoas como você que me fazem sorrir.
A muito tempo eu não sabia, a muitos anos que eu não sabia, o que era olhar no olho de alguém, mesmo que por alguns segundos e ver tanta pureza.
Não quero tocar pra não sujar, pra não desvirtuar.
Eu vou lavar minhas mãos do meu passado antes de te tocar, eu vou tirar dos meus abraços todos os meus erros antes de dá-los a você.
Eu não consigo encarar a inocência que transborda de teus olhos, eu não consigo!
Eu sinto como se fosse capaz de te roubar um pouco dela cada vez que te tenho ao meu lado. Uma intensa briga interna então se inicia; "Eu quero ir, eu quero ficar, eu quero ir, eu quero ficar."
E agora?
Eu fico. Eu fico e a cada segundo em que estou sorrindo com tua presença, eu ao mesmo tempo peço que nem por um momento você veja tudo que eu já vi, que você jamais faça tudo que já fiz, que você nunca passe por tudo que já passei, que você de forma alguma precise ouvir e falar tudo que já ouvi e me obriguei a dizer.
Tudo me parece tão frágil em você, por que terminar com isso? Tudo respeitando um equilibrio sobre-humano, um equilibrio que acaba com a menor das intervenções. Eu não quero ser uma intervenção, ao mesmo tempo em que quero.
Meus anos a mais agora pesam de alguma forma, quer dizer, hoje eu não sorrio apenas por sorrir, eu sorrio por que cheguei até aqui viva, sóbria, sã, por que depois de tudo ainda tenho a oportunidade de encontrar pessoas como você que me fazem sorrir.
A muito tempo eu não sabia, a muitos anos que eu não sabia, o que era olhar no olho de alguém, mesmo que por alguns segundos e ver tanta pureza.
Não quero tocar pra não sujar, pra não desvirtuar.
Eu vou lavar minhas mãos do meu passado antes de te tocar, eu vou tirar dos meus abraços todos os meus erros antes de dá-los a você.
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