Sentada sozinha na sala vazia, só se ouvia alguns barulhos distantes e meus dedos pressionando as teclas. Foi aí que senti alguém sentando ao meu lado.
- Ahhh não hoje não! - Pensei.
- Hoje sim. - Me respondeu
- Sério. Eu não quero exame de consciencia Mariá. - Protestei.
- Sim. Vai ser hoje mesmo Mariá. - Ela foi firme.
Droga, odeio conversas esclarecedoras com meu alter ego.
Continuei digitando sem dar muito atenção.
-Eu tô falando contigo Mariá! - Fechou o note.
- Olha pra mim. - Olhei.
- Tu quer isso?
- Não sei ainda. Preciso... - Suspirei. - Preciso pensar sobre isso direito. Assim. - Agitei as mãos no ar. - Sei lá!
- Foi o que pensei.
-Não vem se achar a sensata aqui ta? - Protestei firme.
- Ta ok. Eu tenho sido relapsa contigo. Tenho te deixado na mão, eu sei. Eu sei e peço desculpas. - É. Onde você esteve nos últimos 3 meses? Eu precisei de ti e tu não tava aqui. - Reclamei.
- Você se virou bem sem mim. Esteve firme, centrada, consciente, mais responsável até. Quase não nos reconhecemos. Assim, tirando a parte da fase de poucas festas, que não gostei muito, até tive orgulho de ti.
- Pois é. Brigada. Eu estive me superando nos últimos tempos.
Pausa.
- Eu só não consigo entender direito, o por que dessa crise ae. Essa...Essa coisa estranha que tu ta maquinando na cabeça e no coração! Como se tu pudesse controlar isso tudo.
- Eu sei que não posso e também não quero. As coisas que estão estranhas pra mim. As pessoas estão estranhas. ¬¬
- Tá todo mundo dando opinião de mais. Não vou.
- Eu não ouço.
- Eu sei, mas mesmo assim não ouve.
¬¬

Sorrimos uma para outra.
- Nós sempre vamos fazer o que quisermos né Mariá? Independente de qualquer um.
- É, sempre vamos fazer como quisermos Mariázinha, sempre.

:)

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