Que os bons ventos me tragam você. Está muito frio, a temperatura, as pessoas, o mundo.
Vem com o andar manso e elegante, com um sorriso de canto. Teu cabelo brigando com o vento em frente a teu rosto. Casacos, cachecol, luvas, óculos escuros contra o sol da manha. Minhas manhas de inverno mais bonitas com você.
Suspirei fundo, estava muito perto de mim. Tremi.
Estendeu a mão pra mim e eu a segurei. Sorriso.
Andamos lado a lado pelo que pareceu anos. São anos. Vivemos lado a lado por anos, mesmo não estando realmente ao meu lado. Em nenhuma das noites mais frias de solidão eu estive sozinha. Em nenhum dos momentos de desespero solitário, eu estive só.
Atrás de mim, com os braços entrelaçados na altura dos meus ombros, a boca colada hora ao meu rosto hora a meu ouvido, a voz rouca dizendo baixinho tudo aquilo que estávamos carecas de saber.
- Eu nunca vou te deixar. Nunca. Nada nem ninguém vai me fazer não pensar em você todos os dias da minha vida. Nada vai me impedir de lembrar o teu rosto assim que eu acordar e antes de fechar os olhos. Por nenhum gosto do mundo eu vou me esquecer do teu. Por nenhum perfume já sentido o teu se apagará do meu olfato. Minha certeza absoluta de que o amor existe e existindo por você e com você, é eterno. Os melhores dois minutos de companhia, os melhores 3 dias de espera por ela. Meu choro mais doido, meu riso mais sincero, meu prazer mais intenso, meu ciúme mais cego, minha vida mais completa. Vamos nos deixar, antes que o mundo nos deixe, antes que...
- Eu não quero explicações. – Intervi.
- Minha última manhã contigo. Minha última... Eu não sei como vai ser sem você.
- Tu não me perdeu.
- Eu sei, mas sem você do lado é tudo tão falho, tudo tão... Hum. – Um abraço apertado.
- Com quem eu vou fugir agora? Pra quem eu vou desligar o celular e fingir que não existe mundo? Quem vai me fazer passar um sábado a noite na cama? Quem vai me raptar no meio da manha?
- Eu vou. Eu vou, mesmo que não esteja mais aqui.
Me virei. Percorri com a ponta dos dedos o caminho entre teu umbigo e pescoço. Um raio de sol fino e quente invadia o quarto e se atrevia sobre os lençóis. Semicerrei os olhos quando ele me atingiu o rosto e assim, meio sem visão, procurei o teu rosto tomado por um sorriso gigante, uma luz independente. Sorri.
Me arrastei até a altura de teu rosto. Centímetros insignificantes separavam-nos. Senti teu hálito, senti tua respiração lenta, reconheci como meu cada traço daquele rosto sob o feixe de luz.
- Minhas manhas de inverno são tuas.
- Minhas manhas de inverno são tuas.
Vem com o andar manso e elegante, com um sorriso de canto. Teu cabelo brigando com o vento em frente a teu rosto. Casacos, cachecol, luvas, óculos escuros contra o sol da manha. Minhas manhas de inverno mais bonitas com você.
Suspirei fundo, estava muito perto de mim. Tremi.
Estendeu a mão pra mim e eu a segurei. Sorriso.
Andamos lado a lado pelo que pareceu anos. São anos. Vivemos lado a lado por anos, mesmo não estando realmente ao meu lado. Em nenhuma das noites mais frias de solidão eu estive sozinha. Em nenhum dos momentos de desespero solitário, eu estive só.
Atrás de mim, com os braços entrelaçados na altura dos meus ombros, a boca colada hora ao meu rosto hora a meu ouvido, a voz rouca dizendo baixinho tudo aquilo que estávamos carecas de saber.
- Eu nunca vou te deixar. Nunca. Nada nem ninguém vai me fazer não pensar em você todos os dias da minha vida. Nada vai me impedir de lembrar o teu rosto assim que eu acordar e antes de fechar os olhos. Por nenhum gosto do mundo eu vou me esquecer do teu. Por nenhum perfume já sentido o teu se apagará do meu olfato. Minha certeza absoluta de que o amor existe e existindo por você e com você, é eterno. Os melhores dois minutos de companhia, os melhores 3 dias de espera por ela. Meu choro mais doido, meu riso mais sincero, meu prazer mais intenso, meu ciúme mais cego, minha vida mais completa. Vamos nos deixar, antes que o mundo nos deixe, antes que...
- Eu não quero explicações. – Intervi.
- Minha última manhã contigo. Minha última... Eu não sei como vai ser sem você.
- Tu não me perdeu.
- Eu sei, mas sem você do lado é tudo tão falho, tudo tão... Hum. – Um abraço apertado.
- Com quem eu vou fugir agora? Pra quem eu vou desligar o celular e fingir que não existe mundo? Quem vai me fazer passar um sábado a noite na cama? Quem vai me raptar no meio da manha?
- Eu vou. Eu vou, mesmo que não esteja mais aqui.
Me virei. Percorri com a ponta dos dedos o caminho entre teu umbigo e pescoço. Um raio de sol fino e quente invadia o quarto e se atrevia sobre os lençóis. Semicerrei os olhos quando ele me atingiu o rosto e assim, meio sem visão, procurei o teu rosto tomado por um sorriso gigante, uma luz independente. Sorri.
Me arrastei até a altura de teu rosto. Centímetros insignificantes separavam-nos. Senti teu hálito, senti tua respiração lenta, reconheci como meu cada traço daquele rosto sob o feixe de luz.
- Minhas manhas de inverno são tuas.
- Minhas manhas de inverno são tuas.
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