Tudo tão diferente, tão diferente um do outro. Eu tenho cicatrizes, fundas, você tem arranhões, eu tenho enciclopédias de historias pra contar sobre o que passei, você tem dois ou 3 capítulos pra escrever. Eu quebrei a cara incontáveis vezes, você correu pra saia da tua mãe. Eu tenho lábia, você sorri. Eu tenho malicia, você sorri. Eu tenho você, eu sorrio, você sorri.
Os últimos inícios de ano tem sido difíceis, até onde posso me lembrar. Difíceis, confusos e incertos. Deve ser a pressão que me cai sobre os ombros a cada passar de ano. " O que você tem, o que você fez na/da vida? Tu já tem 22 anos Mariá, já está passando da hora." Peraí, da hora de que mesmo? Eu tenho e fiz muito nessa minha vidinha, pode ter certeza disso. Não que a maioria vá dar um algum valor para minhas conquistas, mas são minhas e à mim valem muito. Ai que tá, o que eu devia ter na vida aos 22 anos para que valesse algo? O que se quer quando a pergunta " O que você fez da vida?" é feita, na verdade é, " O quanto você tem deixado de ser você para agradar os outros, manter um status inútil e ser infeliz?" Bom, eu não tenho feito nada, ou quase nada, em relação a isso. Mas pode ter certeza, o quase nada, já me dá dor de cabeça o suficiente, eu queria mesmo era fazer NADA, de NADA. Impossível descrever a admiração que tenho pelos corajosos que largam...
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