Ano passado eu as comia em junho, esse ano por causa das geadas, elas só apareceram agora, em agosto.
Cada coisa no seu tempo, cada coisa quando tem que ser.
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Os últimos inícios de ano tem sido difíceis, até onde posso me lembrar. Difíceis, confusos e incertos. Deve ser a pressão que me cai sobre os ombros a cada passar de ano. " O que você tem, o que você fez na/da vida? Tu já tem 22 anos Mariá, já está passando da hora." Peraí, da hora de que mesmo? Eu tenho e fiz muito nessa minha vidinha, pode ter certeza disso. Não que a maioria vá dar um algum valor para minhas conquistas, mas são minhas e à mim valem muito. Ai que tá, o que eu devia ter na vida aos 22 anos para que valesse algo? O que se quer quando a pergunta " O que você fez da vida?" é feita, na verdade é, " O quanto você tem deixado de ser você para agradar os outros, manter um status inútil e ser infeliz?" Bom, eu não tenho feito nada, ou quase nada, em relação a isso. Mas pode ter certeza, o quase nada, já me dá dor de cabeça o suficiente, eu queria mesmo era fazer NADA, de NADA. Impossível descrever a admiração que tenho pelos corajosos que largam...
Aiai. Vim aqui pra suspirar e respirar fundo. Tomar fôlego, posso até dizer. Os últimos tempos foram, no mínimo, peculiares, de todas as formas. Difíceis, incertos e ao mesmo tempo reveladores e gratificantes. Entende? Não né, claro que não. Vez ou outra alguma coisa aqui dentro se remexe querendo sair, e em todas as vezes ela tem algo a me dizer. Estou tentando decifrar o que é agora, quais são a suas preocupações. Eu já suspeito, mas não sou advinha, tenho que repetir, e me lamentar mais uma vez. Só não cheira nada bem.
Eu sempre tento e passo dias a fio, dias de ócio, dias de confusão cotidiana, mas dias de infindáveis ideias deixadas de lado, dias de ideias desperdiçadas. A cabeça cheia, o papel em branco. Preciso assumir de uma vez por todas, eu não sei escrever, se não for para falar de amor, em suas variadas formas, eu não sei. E eu assumo, assumo mesmo e assumo com orgulho, de uma vez por todas. Eu tentei escrever sobre outras coisas, eu tentei, eu juro que tentei, mas eu sou uma idiota romântica, sempre fui e nunca deixarei de ser, imagino eu. Com o passar do tempo as coisas só tendem a “piorar”. As histórias não são nem sobre mim, eu não as vivi, por que não consigo idealizar o amor na prática, como faço em meus contos, vai ver é esse o balanço perfeito. O amor sofrido e doloroso de que falo em meus contos, não condizem com a minha realidade, mas alguém nesse mundo a fora deve se identificar. Tentarei voltar a postar, mais uma vez.
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