Respira! Respira!
Volta à vida, infla o peito, o enchendo de ar.
Abre os olhos. A visão meio embaçada, meio sem sentido, meio surreal.
Eu to no céu então?
Uma pegada na nuca.
É, eu realmente to no céu.
Tudo foi voltando aos poucos. Senti queimar feito brasa todo contato feito com a minha pele, a do frio teimoso, a do lençol embolado, o cobertor enrolado, teu corpo suado. Já conseguia ouvir uma respiração alta que não era a minha.
- Onde tu tava esse tempo todo? – a voz sem dono falou no meu ouvido.
- Eu tava aqui, o tempo todo. – Respondi.
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