Sabe jogar poker? Então eu sei.
Poker, além de ser o nome do jogo em si, também dá nome a uma jogada, a uma combinação de cartas; Às de espadas, às de copas, às de bastos, às de ouro juntos.
O jogo de poker é um jogo de mentirosos, o jogo da vida não deixa de ser diferente.
Eu tenho em mãos um poker.
Às de espadas - o impossível
Às de ouro - o improvável
Às de bastos - o certo
Às de copas - o indesejável
Em um jogo eu estaria feita. Mas não, dessa vez não. Dessa vez eu preciso escolher, eu preciso ficar com uma só carta, um só às.
Jogo as cartas à mesa e perco tudo que apostei até agora por uma fraqueza idiota, por simplesmente não querer lutar?
Obviamente que não.
- Uma só carta Mariá. - Fui avisada.
Ok, vamos lá.
Copas, sempre tão insistentemente irritante, tão infantil, tão Arghhh! Indesejável eu já disse, fácil me livrar.
Espadas, impossível(?). Nessa circunstâncias sim, e não há por que entrar em um jogo em que a derrota é certa. Perda de tempo.
Fico então com duas cartas em mãos; o certo e o improvável. E agora?
Bastos, é certo, já disse. Então por que não? Simplesmente por que é certo.
Ouro, improvável. Eu gosto do que é improvável, eu gosto de perceber que algo que não podia ou não aconteceria normalmente aconteceu.
Cartas na mesa, eu fico com o às de ouro.
E seja lá o que a tequila quiser. Amém
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