Eu insisto em me torturar. Insisto em saber todo dia de uma coisa que eu já sei a muito tempo. Como se a muito tempo eu vivesse no mesmo personagem, como se a muito tempo eu estivesse encarnada em meu próprio Prometeu. Mas diferentemente dele, não há abutres para bicar a ferida. Por vontade própria, todos os dias quem reabre a ferida sou eu.
E por que? Sabe-se lá. Talvez por que na esperança de que tenha mudado do dia pra noite, eu precise ir lá verificar novamente algo que de fato e obviamente não vai mudar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog