Estivemos a dois passos de cometer a maior burrada de nossas vidas. Se aquele entre-olhar, se aquela aproximação mútua e inevitável tivesse culminado em um beijo lento e ardente, nós estaríamos em uma enrascada sem tamanho. Eu queria, eu quis, talvez eu queira ainda. Mas não, melhor não. Estamos tão bem assim, cada um no seu lugar, desempenhando seu papel com competência inquestionável. Não se mova, não quero me mover, assim está bom e é assim que vai ficar.

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