A história se repete a 5 anos. Num ciclo interminável de apelo por amor e a perda contínua do amor próprio. Todos os dias, religiosamente ela acorda no mesmo horário, escova os dentes, toma meia xicara de chá matte, veste-se e caminha até aquela casa. A casa com um velho pé de pera na frente, portão marrom baixo e de efeito devastador sobre seus batimentos cardiacos.
Ela entra, passa a mão no cachorro, bate na porta uma vez e espera. Nada. Bate mais uma vez e espera, nada. Bate uma terceira vez e promete não tentar de novo caso não tenha resposta dessa vez. Nada. Resolve sentar na área em frente e esperar, ainda não está na hora, vai esperar ele chegar.
Ela espera a hora chegar e ele não chega, vê a hora passar e ele não chega, cansa de esperar e ele não chega. Num último pensamento positivo ela diz a si mesma que deve ter havido um contra tempo, alguma coisa aconteceu para ele não aparecer, por fim, culpa-se; " Eu deveria ter avisado que viria."
Depois de muito tempo, tempo de mais, ela vai embora. Caminha até sua casa achando aquele trajeto tortuoso, difícil. O caminho para encontra-lo parecia mais fácil, agora que não o encontrou, que não o tem, caminhar até em casa era torturante.
" Ele vai ligar logo mais a noite e explicar tudo isso. Ele vai dizer que me ama e que amanhã vai me esperar em casa para me abraçar forte e passar o resto do dia comigo. Eu sei que vai."
A 5 anos.
Ela entra, passa a mão no cachorro, bate na porta uma vez e espera. Nada. Bate mais uma vez e espera, nada. Bate uma terceira vez e promete não tentar de novo caso não tenha resposta dessa vez. Nada. Resolve sentar na área em frente e esperar, ainda não está na hora, vai esperar ele chegar.
Ela espera a hora chegar e ele não chega, vê a hora passar e ele não chega, cansa de esperar e ele não chega. Num último pensamento positivo ela diz a si mesma que deve ter havido um contra tempo, alguma coisa aconteceu para ele não aparecer, por fim, culpa-se; " Eu deveria ter avisado que viria."
Depois de muito tempo, tempo de mais, ela vai embora. Caminha até sua casa achando aquele trajeto tortuoso, difícil. O caminho para encontra-lo parecia mais fácil, agora que não o encontrou, que não o tem, caminhar até em casa era torturante.
" Ele vai ligar logo mais a noite e explicar tudo isso. Ele vai dizer que me ama e que amanhã vai me esperar em casa para me abraçar forte e passar o resto do dia comigo. Eu sei que vai."
A 5 anos.
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