- Sempre cheio de cerimônias, em meu velho? - Ele comentou sarcástico.
- É inegável. - Sorriu o anfitrião.
Todos os três devidamente sentados, formando um triângulo no centro da sala.
Ela se manteve em um incomodo silêncio enquanto os dois velhos amigos trocavam uma ou duas palavras sobre a família do novo visitante. Algo sobre seu velho pai, já doente, em como ele estava e como ele estava enfrentando tudo isso.
- Enfim meus caros. - Disse o anfitrião suspirando fundo. - Eu imagino que vocês já devam desconfiar do que se trata essa reuniãozinha, mas deixem-me esclarecer os fatos. - Ele se ajeito na poltrona. Pigarreou.
- A cerca de um mês atrás recebi uma correspondência, uma simples carta sem remetente, a qual não dei importância, de início. Cinco dias depois da primeira carta, recebi outra e assim sucessivamente. Todas sem remetente. Ontem, chegou a porta da minha casa a sexta carta, e imagino eu, a última. - O anfitrião tirou de dentro de dentro do bolso de seu paletó um maço de envelopes e os botou em cima da mesa de centro e continuou a falar; - O teor dessas cartas, para minha surpresa, e devo imaginar, para a de vocês também, tem a a ver com um terrível acontecimento do nosso passado.
- Não acredito...- Ela sussurrou incomodada .
- Acalme-se querida. - O Anfitrião apressou-se.
Um suspirou fundou de inquietação foi ouvido do outro lado.
- Vocês dois poderiam, por um momento, por Ela, pararem de se tutucar? - O Anfitrião pediu quase irritado.
- Me desculpe velho amigo, tem coisas que não se supera apenas com uma viagem aos Andes com um bando de vagabundas. - Ela disse calma e sarcástica, olhando para o Novo Visitante.
- HAHAHA - Ele debochou. - Eu escolhi continuar vivendo enquanto você é incapaz de levantar-se depois todo esse tempo. - Quase gritando.
- Amigos! - O Anfitrião falou firme. - Respeitem a dor um do outro, por favor? Ela faz falta para todos nós, nós estávamos juntos, e gostaria que continuássemos, por tudo que vivemos.
O problema todo girava em torno de um acontecimento, uma perda definitiva. E todos aqui sabem que nada continua igual depois de uma. O acontecimento que os separou, só ocorreu por que estavam juntos, o que agora não era mais possível.
O Anfitrião afundou-se em seus livros, escreveu obras lindíssimas e enriqueceu com elas. O Novo Visitante viajou o mundo ao lado de lindas mulheres, usufruindo do montante de dinheiro que seu pai possui. Querida, por sua vez, perdeu a sensatez para o conhaque, enclausurou-se na velha casa de campo da família e mergulhou de cabeça na fotografia, era só o que ela sabia fazer.
O fato é que agora, não eram mais os mesmos de 4 anos atrás. Alguma coisa deu errado, alguma luz apagou-se, e eles sabiam que nada poderia religa-la. Nem o reencontro, nem todas as palavras e desculpas desse mundo. Era triste, mas era real, era real e doía, em todos eles.
- Não acredito...- Ela sussurrou incomodada .
- Acalme-se querida. - O Anfitrião apressou-se.
Um suspirou fundou de inquietação foi ouvido do outro lado.
- Vocês dois poderiam, por um momento, por Ela, pararem de se tutucar? - O Anfitrião pediu quase irritado.
- Me desculpe velho amigo, tem coisas que não se supera apenas com uma viagem aos Andes com um bando de vagabundas. - Ela disse calma e sarcástica, olhando para o Novo Visitante.
- HAHAHA - Ele debochou. - Eu escolhi continuar vivendo enquanto você é incapaz de levantar-se depois todo esse tempo. - Quase gritando.
- Amigos! - O Anfitrião falou firme. - Respeitem a dor um do outro, por favor? Ela faz falta para todos nós, nós estávamos juntos, e gostaria que continuássemos, por tudo que vivemos.
O problema todo girava em torno de um acontecimento, uma perda definitiva. E todos aqui sabem que nada continua igual depois de uma. O acontecimento que os separou, só ocorreu por que estavam juntos, o que agora não era mais possível.
O Anfitrião afundou-se em seus livros, escreveu obras lindíssimas e enriqueceu com elas. O Novo Visitante viajou o mundo ao lado de lindas mulheres, usufruindo do montante de dinheiro que seu pai possui. Querida, por sua vez, perdeu a sensatez para o conhaque, enclausurou-se na velha casa de campo da família e mergulhou de cabeça na fotografia, era só o que ela sabia fazer.
O fato é que agora, não eram mais os mesmos de 4 anos atrás. Alguma coisa deu errado, alguma luz apagou-se, e eles sabiam que nada poderia religa-la. Nem o reencontro, nem todas as palavras e desculpas desse mundo. Era triste, mas era real, era real e doía, em todos eles.
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